O que a maternidade me ensinou

Eu nunca tinha pensado ser mãe, então Deus me deu um filho não apenas para uma missão, mas sim para me fazer uma pessoa melhor e para aprender mais sobre o amor e a vida. Ser mãe não tem muita explicação, apenas é... é amor que se sente a cada segundo.

A maternidade me ensinou que amor incondicional é íntimo, pessoal e sem explicação, sentimos com a alma, com o corpo, com os pensamentos, com as atitudes e com muitos toques de carinho. Aprendi a amar sem medir, mesmo quando me decepciono ou choro, mesmo quando não é do meu jeito ou gostaria que fosse, mesmo que seja preciso sofrer, mesmo que seja para enfrentar as tempestades ou mesmo se o cansaço me possui por completa.

Descobri que ficar grávida é lindo, é emoção única, mas a ansiedade que enfrentamos durante nove meses, só aguentamos porque estamos carregando outra alma dentro da gente. Os hormônios nos desequilibram, e ver o corpo mudando todos os dias não é nada agradável, mas vale à pena porque sentir a emoção de um "alguenzinho" mexendo dentro da gente, não tem explicação. Eu resumiria que o melhor de estar grávida é quando o bebê mexe dentro da gente e quando eles sugam nossos mamilos para se alimentarem, e é um prazer de felicidade que nenhuma ciência vai desvendar.

A maternidade me trouxe mais equilíbrio e mais serenidade. Aprendi que esperar em algumas situações, manter a calma, sorrir e deixar para lá, alivia o estresse e nos fazem melhores. Claro, eu saio do eixo muitas vezes, porém bem menos do que antes. Aprendi a ser mais positiva e menos dramática, porque uma criança precisa de segurança e estabilidade emocional. Ser uma mãe chata precisa de ponderações também, porque tudo em excesso entorna e não resolve. Percebi que não adianta antecipar as preocupações e meter os pés pelas mãos, porque nem tudo se resolve num estalar de dedos. A espera é o momento de repensar e que nos afasta de decisões infelizes; a pressa apenas nos faz refém da preocupação, tira nosso sossego e não nos leva a lugar algum, pois um bebê precisa de sentir paz.

No silêncio de cada noite vigiando o sono dele, tão pequenino e indefeso, me ensinou que o amor é vigília e dedicação, é estar disposta mesmo cansada, e que era preciso ficar acordada, porque ele é mais importante do que minha própria vida. Cada mamada, cada fralda trocada, cada banho, cada remédio com hora marcada, me mostrou que cuidar é ser grato, é estar entregue a alguém de corpo e alma.

As primeiras palavras, os primeiros passos, os primeiros aniversários, o primeiro dia na escola, foram emoções únicas em que meus sentimentos vibravam de alegria e lágrimas. Aprendi com todos esses momentos que é preciso muito pouco para ser feliz e que lágrima é felicidade também.

A maternidade me libertou do egoísmo, me mostrou que os filhos são para nos completar ainda mais, e que o sentido da vida está em pequenos gestos que nos fazem sorrir verdadeiramente. A maternidade me deu alguém para cuidar uma vida toda, porque eu precisava de mais estímulos e alegrias. A maternidade me ofereceu condições para tentar o meu melhor todos os dias, para que eu seja mais suave, mais ponderada, mais grata, mais humilde, menos intolerante e menos arrogante. 

Antes eu era apenas mulher, agora sou mulher e mãe, daqui a pouco mãe e avó, não por opção, mas por ter a capacidade de ser mais do que eu buscava. Antes, eu era uma pessoa, ainda continuo sendo apenas uma, mas cheia de vontade de existir todos os dias, porque meu filho precisa de mim com amor, risos e dedicação.

Com a maternidade eu aprendi a me libertar mais e me tornei mais prática. Aprendi que amor é tudo aquilo que doamos sem esperar nada em troca, muito menos olhar para trás. Ser mulher e mãe, é amar incondicional um alguém sem nada em troca e que nos tiram suspiros da alma.

Autor do post Simone Guerra

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